O jornal Globo, publica em primeira não....
Descoberta, feita por médicos austríacos, precisa de estudos complementares
REUTERS — Um estudo com 19 adultos, feito na Universidade de Medicina de Graz, na Áustria, indica que exercícios de respiração profunda podem ajudar a quem sofre com a forma branda do refluxo gastroesofágico, ajudando a reduzir o desconforto e a necessidade de medicação. A descoberta foi publicada no “American Journal of Gastroenterology”.
Em geral, azia frequente (duas ou mais vezes por semana) é considerado um sinal de refluxo gastroesofágico. O problema ocorre quando os ácidos do estômago sobem para o esôfago, órgão que o liga à garganta. Isso leva à sensação de queimação popularmente conhecida como azia.
Acredita-se que o problema esteja no anel esofágico inferior, que se abriria quando não deve, permitindo que os ácidos do estômago chegassem à garganta. Sendo assim, observa Karl Martin Hoffman, médico que comandou o estudo, é possível que a respiração abdominal profunda possa ajudar quem tem refluxo, fortalecendo os músculos em torno do diafragma.
Para estudar a questão, Hoffmann e seus colegas recrutaram 19 homens e mulheres com refluxo gastroesofágico leve. Embora não tivessem lesões erosivas no esôfago, eles costumavam usar medicamentos como omeprazol, lansoprazol e esomeprazol para aliviar a queimação.
Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um deles aprendeu uma série de exercícios de respiração abdominal com um fisioterapeuta e foi orientado a realizá-los diariamente por 30 minutos. O outro grupo não aprendeu os exercícios.
Os pesquisadores usaram um pequeno cateter inserido pelo nariz até o esôfago para fazer medições da quantidade de ácido que ia se acumulando no esôfago de cada participante.
Após um mês, as pessoas no grupo que aprendeu os exercícios de respiração apresentaram uma redução na quantidade de ácido no esôfago e relataram melhorias na sua qualidade de vida, com a diminuição da azia.
Passado este período, os participantes do outro grupo também aprenderam os exercícios de respiração. E, nove meses depois, os pacientes que mantiveram esta rotina relataram estar usando remédios com menos frequência.
O problema é que apenas 11 dos 19 pacientes continuaram a trabalhar a respiração profunda. Daí a necessidade de novas análises para confirmar a descoberta.
—Este método não é o caminho mais fácil para os pacientes que quiserem controlar os sintomas do refluxo gastroesofágico — disse Hoffmann à Reuters. — Tomar remédios anti-refluxo é, naturalmente, eficiente e mais fácil.
Em geral, azia frequente (duas ou mais vezes por semana) é considerado um sinal de refluxo gastroesofágico. O problema ocorre quando os ácidos do estômago sobem para o esôfago, órgão que o liga à garganta. Isso leva à sensação de queimação popularmente conhecida como azia.
Acredita-se que o problema esteja no anel esofágico inferior, que se abriria quando não deve, permitindo que os ácidos do estômago chegassem à garganta. Sendo assim, observa Karl Martin Hoffman, médico que comandou o estudo, é possível que a respiração abdominal profunda possa ajudar quem tem refluxo, fortalecendo os músculos em torno do diafragma.
Para estudar a questão, Hoffmann e seus colegas recrutaram 19 homens e mulheres com refluxo gastroesofágico leve. Embora não tivessem lesões erosivas no esôfago, eles costumavam usar medicamentos como omeprazol, lansoprazol e esomeprazol para aliviar a queimação.
Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um deles aprendeu uma série de exercícios de respiração abdominal com um fisioterapeuta e foi orientado a realizá-los diariamente por 30 minutos. O outro grupo não aprendeu os exercícios.
Os pesquisadores usaram um pequeno cateter inserido pelo nariz até o esôfago para fazer medições da quantidade de ácido que ia se acumulando no esôfago de cada participante.
Após um mês, as pessoas no grupo que aprendeu os exercícios de respiração apresentaram uma redução na quantidade de ácido no esôfago e relataram melhorias na sua qualidade de vida, com a diminuição da azia.
Passado este período, os participantes do outro grupo também aprenderam os exercícios de respiração. E, nove meses depois, os pacientes que mantiveram esta rotina relataram estar usando remédios com menos frequência.
O problema é que apenas 11 dos 19 pacientes continuaram a trabalhar a respiração profunda. Daí a necessidade de novas análises para confirmar a descoberta.
—Este método não é o caminho mais fácil para os pacientes que quiserem controlar os sintomas do refluxo gastroesofágico — disse Hoffmann à Reuters. — Tomar remédios anti-refluxo é, naturalmente, eficiente e mais fácil.
Fonte: Globo.
Positive Effect of Abdominal Breathing Exercise on Gastroesophageal Reflux Disease: A Randomized, Controlled Study
, , , , , , , and
Abstract
OBJECTIVES:
The lower esophageal sphincter (LES), surrounded by diaphragmatic muscle, prevents gastroesophageal reflux. When these structures become incompetent, gastric contents may cause gastroesophageal reflux disease (GERD). For treatment, lifestyle interventions are always recommended. We hypothesized that by actively training the crura of the diaphragm as part of the LES using breathing training exercises, GERD can be positively influenced.
METHODS:
A prospective randomized controlled study was performed. Patients with non-erosive GERD or healed esophagitis without large hernia and/or previous surgery were included. Patients were randomized and allocated either to active breathing training program or to a control group. Quality of life (QoL), pH-metry, and on-demand proton pump inhibitor (PPI) usage were assessed at baseline and after 4 weeks of training. For long-term follow-up, all patients were invited to continue active breathing training and were further assessed regarding QoL and PPI usage after 9 months. Paired and unpaired t-test was used for statistical analysis.
RESULTS:
Nineteen patients with non-erosive GERD or healed esophagitis were randomized into two groups (10 training group and 9 control group). There was no difference in baseline patient characteristics between the groups and all patients finished the study. There was a significant decrease in time with a pH<4.0 in the training group (9.1±1.3 vs. 4.7±0.9%; P<0.05), but there was no change in the control group. QoL scores improved significantly in the training group (13.4±1.98 before and 10.8±1.86 after training; P<0.01), but no changes in QoL were seen in the control group. At long-term follow-up at 9 months, patients who continued breathing exercise (11/19) showed a significant decrease in QoL scores and PPI usage (15.1±2.2 vs. 9.7±1.6; 98±34 vs. 25±12 mg/week, respectively; P<0.05), whereas patients who did not train had no long-term effect.
CONCLUSIONS:
We show that actively training the diaphragm by breathing exercise can improve GERD as assessed by pH-metry, QoL scores and PPI usage. This non-pharmacological lifestyle intervention could help to reduce the disease burden of GERD.
Fonte: AJG
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